
Alderano, da Print Laser,
pocket PCs ajudam a cadastrar a produção
|
É possível que a linha de produção de uma empresa funcione em dois endereços diferentes e, mesmo assim, opere normalmente sem prejudicar a produtividade? Graças à tecnologia a resposta é sim. Prova disso é a Print Laser, empresa brasileira responsável pela impressão e distribuição de extratos, boletos, faturas e outras correspomdências para empresas como Bradesco, Itaú, Unibanco, Credicard, American Express, Vivo, Telefônica e Lojas Marisa. em fevereiro de 2007 a empresa fechou contrato com um grande cliente, o que aumentou em 30% o volume de produção. Com a necessidade de produzir mais, o prêmio, de 4 mil metros quadrados, localizado em Alphaville, no município de Barueri, na Grande São Paulo, ficou pequeno e foi necessário estender o parque de máquinas para outro prédio,
 |
"Mudarmos toda a empresa para um grande galpão não era viável, pois precisávamos manter a nossa produção diária", diz Alderano Fileni, gerente de tecnologia da Print Laser.
A solução encontrada foi transferir parte da produção para outro prédio, de 6 mil metros quadrados, localizado a 1,5 quilômetros de distância do primeiro parque de produção. Hoje, o prédio 1 concentra toda a parte de impressão dos documentos. O prédio 2 fica com as máquinas que fazem o acabamento dos documentos, como envelopagem, colagem, confecção de carnês e livretos. Feita a divisão, a empresa precisava de uma solução que garabtisse a tráfego dos documentos entre os galpões, com toda segurança e rapidez. "Não podemos correr o risco de perder tempo nesse transporte. Além disso, trabalhamos com documentos altamente críticos para nossos clientes", afirma Alderano.
| INFRA-ESTRUTURA DE TI |
| SERVIDORES 50 |
SISTEMA QUE RECEBE INFORMAÇÕES DO RFID CMP
Controle e Monitoramento de Processos |
| POCKET PCS 15 |
| EQUIPE DE TI 60 profissionais |
| USUÁRIOS DE TI 400 pessoas |
Para conseguir a agilidade e a segurança necessária, a Print Laser apostou no RFID. Agora, toda a produção da empresa - cerca de 140 milhões de impressões - é encaminhada para carrinhos de transporte. Ao todo são 200 carrinhos. Cada carrinho tem uma tag de RFID, blindada, da marca Acura, presa na parte lateral. Assim que os documentos são embarcados no veículo, um funcionário faz a leitura de quais documentos estão ali, usando um pocket PC com leitor de código de barras. Terminado o carregamento, as informações são transferidas do computador de mão para o sistema e dali para a tag do RFID. Antes de o carrinho chegar ao caminhão, ele passa por um portal, onde ficam as quatro antenas de captação do sinal de radiofrequência. "Optamos por instalar as quatro antenas como redundância, para não corrermos o risco de perder informações", diz Marcos Gonçalves, diretor da InfoSERVER, empresa fornecedora de soluções de tecnologia e infra-estrutura, que foi a responsável pelo fornecimento e instalação do RFID na Print Laser.
Depois de embarcadas no caminhão, os documentos são levados para o galpão de acabamento. Ao chegar no destino, começa o processo de aceitação da produção. Mais uma vez os carrinhos passam num portal com antenas RFID que faz a leitura e encaminha o alerta para o sistema da empresa. Todo esse processo é automático. "Eliminando a necessidade de uma pessoa fazer a leitura de cada carrinho, já aumentamos significativamente a produtividade", diz Gonçalvez, da InfoSERVER.
O tráfego de carrinhos entre um prédio e outro é intenso. São 800 veículos passando pelos portais diariamente. Com tamanho movimento, um processo automatizado de controle era obrigatório. Um caminhão não pode ficar mais do que 20 minutos parado na doca para não prejudicar a produtividade, por isso, o embarque tem de ser feito rapidamente.
O investimento da Print Laser na solução foi de 200 mil reais somente com a infra-estrutura. "OROI já foi obtido com a agilidade do processo e a garantia de integridade e a segurança da informação, uma vez que temos multas altíssimas em falhas de segurança e em atrasos no SLA de produção", diz Fileni.
|